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Um pouco mais sobre ansiedade

Um pouco mais sobre ansiedade

Psicoterapia, Psicopedagogia ,

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Ansiedade, quem já não sentiu? Podemos sentir ansiedade ao pensar em um encontro, em um primeiro dia de trabalho, ou ainda ao acordar à noite assustado com algum barulho que pensa ter escutado vindo de fora. São muitas as situações que podem gerar um certo grau de ansiedade. Aprendemos a conviver com ela. Porém, quando a sentimos muito intensamente, ela pode nos causar sensações muito desagradáveis, como falta de ar e sensação de sufocamento, formigamentos, tensão muscular, entre outras. E, muitas vezes, as pessoas não entendem o porquê dessas sensações e a ansiedade pode causar pânico. A ansiedade é tida como uma reação ao perigo e tem como um dos objetivos, proteger o organismo e não o prejudicar. Nos dá um sinal de alerta. Mas pode se tornar um problema quando a pessoa fica paralisada, não consegue e não sabe como reagir e sair daquela situação. Interrompe seu contato consigo mesma e com o meio. Sua percepção fica afetada.

“De acordo com Bilbao (2010), ao menos 75% das pessoas que apresentam ajustamentos depressivos também manifestam sintomas característicos da ansiedade; inversamente, a ansiedade também pode provocar algum tipo de depressão.” 

Por isso é importante estar atenta às sensações e procurar ajuda profissional antes que o quadro piore. Iniciar um acompanhamento Psicoterapêutico e, se necessário, também consultar um psiquiatra para avaliar se é o caso de tomar ou não medicação para auxiliar nesse momento mais crítico.

Na psicoterapia, podemos trabalhar para que a pessoa consiga ampliar a consciência de si mesma, de suas relações com o mundo e, assim, fortalecer seu autossuporte. Quando consegue ampliar a gama de suas sensações que lhe dão prazer, consegue, também, resgatar essas sensações que lhe auxiliarão a lidar com a própria ansiedade. A pessoa consegue ressignificar situações antes captadas como inacabadas e insatisfatórias. 

Quanto mais nos conhecemos, melhor aprendemos a buscar o equilíbrio e a nos autorregular. 

 


1 YANO, L. P.; MENDES, A. O. “Rosa; da ansiedade pela perda do outro à awareness sobre a perda de si”. In: FRAZÃO, L. M.; FUKUMITSU, K. O. (orgs.). Gestalt-terapia: fundamentos e práticas. São Paulo: Summus, 2019, p.93.

Por Renata Leal Quaglio
Psicologia e Psicopedagogia
CRP 06/46.098-0

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